Mapa de Si

Metodologia

Como o Mapa de Si é feito

Nada de caixa-preta. Aqui está como cada teste é construído, de onde vêm os itens, como corrigimos, quando atualizamos e onde a evidência começa e termina.

De onde vêm os itens

Cada avaliação parte de um construto bem definido na literatura de psicologia (por exemplo, os cinco grandes fatores, ou a teoria dos valores humanos de Schwartz). A partir dele, os itens que você responde têm uma de duas origens:

  • Fontes abertas e de domínio público. Bancos como o IPIP (International Personality Item Pool) e o O*NET, e escalas de domínio público como a de autoestima de Rosenberg — livres para uso e adaptação.
  • Itens originais. Quando não há fonte aberta adequada, escrevemos itens próprios, mapeados explicitamente ao construto e à sua faceta, na nossa linguagem.
Por que não usamos instrumentos comerciais. MBTI®, DiSC® e conjuntos de itens proprietários são marcas registradas. Não os usamos — nem seus nomes de tipos. Nossos modelos, nomes de tipos e símbolos são próprios e inéditos, ainda que ancorados nas mesmas teorias públicas que inspiraram esses produtos.

Como corrigimos e mostramos o resultado

  • Escores transparentes. Cada resposta soma pontos a uma dimensão; a página “Como é calculado” de cada teste mostra a régua. Sem fórmula secreta.
  • Escalas contínuas quando fazem sentido. Preferimos mostrar intensidade (percentuais, faixas) a rótulos binários — mais fiel a como traços realmente se distribuem.
  • Sem determinismo. Resultados são um retrato do momento, não um veredito. Traços mudam com contexto, fase de vida e o próprio ato de responder.

Fontes primárias por tema

Cada teste cita sua base. As principais referências de domínio público ou acadêmicas que usamos:

  • Cinco grandes fatores / traços: IPIP; Goldberg (1992); John & Srivastava (1999).
  • Interesses profissionais (RIASEC): O*NET Interest Profiler; Holland (1997).
  • Valores humanos: Schwartz (1992), teoria dos valores básicos.
  • Autoestima: Escala de Rosenberg (1965), domínio público.
  • Motivação: Teoria da Autodeterminação — Deci & Ryan (1985); Pink (2009).

Política de atualização

Revisamos o conteúdo quando a evidência ou a redação pede — não em piloto automático. Cada página traz o ano de referência, e mudanças relevantes são datadas. Não agregamos nem raspamos conteúdo de terceiros.

Onde a evidência começa e termina

Testes de autorrelato têm limites conhecidos: dependem de honestidade e autopercepção, sofrem viés de humor e de desejabilidade social, e alguns modelos populares têm baixa estabilidade teste-reteste. Dizemos isso em cada teste porque confiança se constrói com transparência. O Mapa de Si é uma ferramenta de autoconhecimento, não um diagnóstico, e não substitui avaliação psicológica formal — no Brasil, testes SATEPSI/CFP só por psicólogo com registro no CRP. Em sofrimento, procure um profissional; em crise, ligue para o CVV: 188.

Quem mantém

O Mapa de Si é um projeto independente, mantido por Vinicius Fonseca. Sem vínculo com instrumentos comerciais de personalidade. Encontrou um erro ou tem uma sugestão? Escreva para contato@mapadesi.com.br — correções de leitores são bem-vindas e creditadas quando cabível.

Veja na prática

Cada teste mostra sua própria base científica e como é calculado.

Ver os testes →